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Agronfy
Capítulo 55 do livroProdução Animal e Vegetal: Inovações e Atualidades

Benefícios nutricionais da inclusão de microalgas na alimentação de não-ruminantes

  • Camilla Mariane Menezes Souza
  • Gislaine Cristina Bill Kaelle
  • Lucélia de Moura Pereira
  • Taís Silvino Bastos
  • Simone Gisele de Oliveira
  • Ananda Portella Félix
DOI10.53934/9786599539633-55

Resumo

As microalgas são constituintes importantes de muitos ecossistemas, respondendo por mais da metade da produção primária total na base da cadeia alimentar mundial. Suas características levaram ao desenvolvimento de pesquisas constantes sobre o uso dessa biomassa para alimentação humana e animal. Na busca por fontes alternativas na nutrição animal, as microalgas começaram a ser exploradas, ganhando espaço na produção comercial. Muitas microalgas são fontes importantes de ácidos graxos poliinsaturados (AGPI), principalmente ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA). Esses AGPI são mal sintetizados pelos animais, SENDO inclusos de forma exógena. A introdução de biomassa de microalgas em rações pode fornecer vitaminas, aminoácidos essenciais, polissacarídeos, ω-3 e ω-6, minerais e pigmentos. Além disso, algumas microalgas geralmente apresentam alto teor de proteínas, além de alta digestibilidade. Nesse contexto, as microalgas já disponíveis no mercado, passam a ser uma alternativa em substituição aos ingredientes convencionais. A produção de até 30% das algas mundiais atuais é destinada à alimentação animal e inclui como espécies predominantes: Schizochytrium sp., Chlorella sp., Arthrospira sp., Isochrysis sp. E Porphyridium sp. Até onde sabemos, o uso de pequenas quantidades de biomassa de microalgas na ração pode beneficiar a fisiologia dos animais não-ruminantes, melhorando a resposta imune, resistência a doenças, ação antiviral e antibacteriana, função intestinal e estímulo à colonização probiótica. Assim, busca-se otimizar seu emprego aliando-o a conhecimentos com intuito de conhecer as limitações de inclusão desse ingrediente em rações animal. Embora o uso de microalgas seja cada vez mais direcionado a diversos tipos de animais não ruminantes: gatos, cães, aves, suínos, estudos ainda precisam ser explorados. Considerando o exposto, o objetivo desta revisão é apresentar informações disponíveis sobre o uso de microalgas na alimentação de não-ruminantes, bem como seu efeito e aplicação.

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Acesso aberto sob a licença CC BY 4.0.

Como citar

ABNT
SOUZA, Camilla Mariane Menezes; KAELLE, Gislaine Cristina Bill; PEREIRA, Lucélia de Moura; BASTOS, Taís Silvino; OLIVEIRA, Simone Gisele de; FÉLIX, Ananda Portella. BENEFÍCIOS NUTRICIONAIS DA INCLUSÃO DE MICROALGAS NA ALIMENTAÇÃO DE NÃO-RUMINANTES. In: MEDEIROS, J. A.; NIRO, C. M.; MEDEIROS, J. M. P (org.). Produção Animal e Vegetal: Inovações e Atualidades. Agronfy, 2021. ISBN 9786599539633. DOI: https://doi.org/10.53934/9786599539633-55.
APA
Souza, C. M. M., Kaelle, G. C. B., Pereira, L. M., Bastos, T. S., Oliveira, S. G., Félix, A. P. (2021). BENEFÍCIOS NUTRICIONAIS DA INCLUSÃO DE MICROALGAS NA ALIMENTAÇÃO DE NÃO-RUMINANTES. In J. A. Medeiros, C. M. Niro, J. M. P. Medeiros (Orgs.), Produção Animal e Vegetal: Inovações e Atualidades. Agronfy. https://doi.org/10.53934/9786599539633-55
Vancouver
Souza CMM, Kaelle GCB, Pereira LM, Bastos TS, Oliveira SG, Félix AP. BENEFÍCIOS NUTRICIONAIS DA INCLUSÃO DE MICROALGAS NA ALIMENTAÇÃO DE NÃO-RUMINANTES. In: Medeiros JA, Niro CM, Medeiros JMP, organizadores. Produção Animal e Vegetal: Inovações e Atualidades. Agronfy; 2021. doi:10.53934/9786599539633-55
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